quinta-feira, 25 de abril de 2013

A dois dias do primeiro evento-teste, Maracanã já tem linhas nos gols


Estádio recebe retoques finais para a reabertura, no próximo sábado. Marcação do gramado só será concluída na sexta-feira.



Após quase três anos fechado para obras, o Maracanã reabre no próximo sábado. A dois dias da reinauguração, o estádio recebe os últimos retoques para receber o primeiro evento-teste. Ainda que de forma discreta, o gramado começou a receber a marcação de jogo e já tem linhas nos gols. A marcação de todo o campo, no entanto, só será concluída na sexta-feira, véspera do amistoso entre amigos dos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto.

Por enquanto, os primeiros traços no gramado são as linhas de fundo. Como a máquina a laser que marca o campo só passou uma demão, as linhas ainda estão fracas e precisam ser reforçadas para serem concluídas. A Greenleaf, responsável pelo gramado do Maracanã, iniciou o processo na última quarta-feira. Segundo a empresa, o Maracanã é o único estádio da Copa das Confederações que está recebendo a marcação com a máquina a laser. Um técnico espanhol é quem coordena os trabalhos.
Por causa das mudanças para se adaptar aos padrões da Fifa , o campo do Maracanã deixará de ter a dimensão de 110 m x 75 m e passará a ter 105 m x 68 m. A grama foi plantada em uma fazenda na Região dos Lagos e depois foi levada em rolos para o estádio. A área ao redor do espaço para o jogo é coberta com grama artificial.

O amistoso entre amigos de Ronaldo e Bebeto marcará a reabertura do Maracanã. Alguns nomes do passado e do presente do futebol brasileiro estão confirmado, como Romário, Júnior, Mattheus (do Flamengo) e Mauro Silva. O sambista Neguinho da Beija-Flor será uma das atrações musicais.
Fechado ao público, o evento receberá os operários do estádio e seus familiares. São esperadas cerca de 27,5 mil pessoas. As ruas no entorno serão fechadas a partir das 16h, e somente veículos autorizados serão permitidos no local.
A distribuição de ingressos para os operários, no entanto, foi marcada por confusão. A demora na fila gerou empurra-empurra entre trabalhadores e seguranças, e responsáveis pela reforma ameaçam suspender entrega das entradas
Para facilitar a distribuição, os funcionários são divididos de acordo com o número do crachá. Cada ingresso tem lugar marcado e a determinação do setor no estádio. Além dos operários e seus familiares, apenas autoridades, imprensa e convidados do governo estarão no evento-teste para a Copa das Confederações. São esperadas 25 mil pessoas no estádio, entre elas a presidente Dilma Rousseff.

Sob olhar de Arnold Schwarzenegger, carioca sonha brilhar no 'Força Bruta'


Se vencer competição na categoria Miss Bikini, atual campeã brasileira e carioca estará habilitada para participar de qualquer torneio internacional.




Atual campeã brasileira e carioca, Raphaela Milagres, de 20 anos, vai competir na categoria Miss Bikini, a principal modalidade feminina da competição "Força Bruta", que acontece no Rio de Janeiro, de 25 a 29 de abril, com a presença do ex-fisiculturista e ator Arnold Schwarzenegger. Se alcançar o título, ela alcança o patamar profissional. Com isso, pode competir em qualquer torneio internacional do mundo. E o técnico Ricardo Pannain está confiante. Para ele, a carioca, que sonha representar o país mundialmente na categoria, tem muitas chances de vitória.
- Atualmente, a Raphaela é a brasileira que mais tem chance de ser campeã nesta categoria. Nosso objetivo é torná-la profissional para desbravar o mundo e representar bem o Brasil no esporte. Ela possui um conjunto de características que agradam a arbitragem, como beleza e boa apresentação no palco – disse o treinador.
Com 1,60 de altura e 48 quilos muito bem distribuídos, Raphaela conta com o incentivo dos brasileiros na competição. Ela explica os atributos necessários para se dar bem na modalidade Miss Bikini.
- Essa categoria valoriza bastante a desenvoltura no palco e a beleza das competidoras. Temos o corpo bem definido, mas não ao ponto de sermos musculosas demais. Espero contar com o apoio da torcida brasileira na competição para conseguir esse título. Meu objetivo é crescer ainda mais no esporte – concluiu Raphaela.
Além da modalidade Miss Bikini, a competição "Força Bruta" terá uma feira esportiva e disputas de luta de braço feminina, competição de pole dance, entre outras. Padrinho do evento, Arnold Schwarzenegger tem uma agenda cheia no Rio de Janeiro por conta do "Força Bruta". Na sexta, ele dará o soco inicial no Jungle Fight, em Botafogo, e assistirá à exibição de ginástica artística em Campo Grande. Ela ainda passará pela Cidade do Samba para uma competição de fisiculturismo no mesmo dia.

Sensualidade e muito suor: atletas do pole dance buscam reconhecimento


Pan-Americano da modalidade acontece no fim de semana, no 'Força Bruta', evento do ator americano Arnold Schwarzenegger. Brasileira é grande aposta.




São 28 horas semanais de treinamento, dores musculares e muito estresse. Quem ousar dizer que o pole dance não é um esporte vai se deparar com uma fileira de beldades de cara amarrada. Em um trabalho muito técnico e até doloroso, elas buscam mais do que medalhas e premiações. Também querem divulgar e, sobretutdo, explicar ao grande público como funciona a modalidade. Neste fim de semana, as atletas têm a grande oportunidade: o Campeonato Pan-Americano de pole dance, dentro da feira esportiva trazida pelo ator Arnold Schwarzenegger ao Rio de Janeiro, a "Força Bruta". OEsporte Espetacular transmite algumas provas do evento.
O torneio, que passou pela aprovação do próprio Schwarzenegger, é organizado por Vanessa Costa, ex-bailarina, presidente da Federação Brasileira de Pole Dance (fundada em 2009), e professora de algumas das melhores atletas do país. Uma delas é a campeã nacional da modalidade, Bianca Santhany, de apenas 19 anos, que batalha desde cedo, mas sem jamais imaginar que viraria referência brasileira no que faz.

Nascida na comunidade Gardênia Azul, no Rio de Janeiro, Bianca deixou a casa dos pais ainda com 15 anos. Na hora de buscar um emprego, conseguiu um ''bico'' na recepção da academia de pole dance, na Barra Tijuca. Nas horas vagas, se aventurou com as demais atletas. E nunca mais parou. Para ser campeã brasileira, ela venceu suas compatriotas e garantiu presença em uma competição internacional, onde foi nona colocada entre mulheres de todo o mundo. A jovem se considera uma atleta de alto rendimento, mas sabe que tem de conviver com preconceito, na maioria das vezes causado pela falta de conhecimento.
- Espero que cada vez mais pessoas conheçam o pole dance com esse evento do Arnold. Muita gente ainda enxerga com preconceito, vou estar mentindo se negar isso. As pessoas pensam que pole dance é para quem trabalha em boate. Quando eu comecei, tinha 17 anos, nem poderia entrar em uma boate. Minha mãe me deu autorização por escrito. Eu me sinto incomodada com esse preconceito. Não sabem o quanto a gente treina - disse Bianca.
De origem humilde, Bianca transformou as barras de ferro em um caminho para mudar de vida. Além de atleta profissional, ela dá aulas na academia onde um dia foi recepcionista. Ela também alcançou o que considera o mais importante: se tornou motivo de orgulho para os familiares. Além de atleta e professora, a jovem ainda frequenta a escola.
- Minha família hoje se orgulha muito de mim. Não esperavam que eu fosse atleta um dia. Eles mesmo se surpreenderam comigo. No começo, principalmente minha mãe, achava que eu estava fazendo apenas uma dança, não levava muito com seriedade. Mas todo mundo, depois que assiste a uma competição, muda de ideia - completou.
O pole dance competitivo é inspirado em acrobacias que os indianos já fazem há milênios em um mastro de bambu. A modalidade exige manobras em uma haste com diâmetro menor que o de uma lata de refrigerante. Não são tão simples como uma dança de boate.
Cada uma das meninas que se aventura no pole tem uma história diferente. Renata Alfinito, por exemplo, tem 22 anos e cursa design em uma universidade particular do Rio. Ela pretende concluir a graduação, mas já sabe que a trilha que quer seguir tem a ver com o pole dance, sua paixão desde 2010. No "Força Bruta", Renata competirá entre as atletas da categoria profissional pela primeira vez.
- Eu demorei um ano e meio para contar ao meu pai. Porque as pessoas mais velhas, principalmente, não fazem a ligação do pole com o esporte. Expliquei para minha mãe que era uma atividade física e, hoje em dia, ela me apoia o tempo todo. Quando comecei a treinar profissionalmente, eu contei para ele que tinha virado atleta. Mostrei todas as regras, fotos, vídeos. E, agora, até meu pai quer saber como está meu treinamento. Ele vai lá na competição me assistir - lembrou Renata.
A equipe comandada por Vanessa Costa ainda conta com a massoterapeuta Indiara Silveira, Elaine Torrez, formada pela Escola Nacional de Circo, e Francine de Oliveira, personal trainer. Na competição deste fim de semana, as três disputam a categoria amador.
- São meninas que, embora tenham suas profissões, tem como objetivo poder viver do pole dance. Enquanto isso não acontece, elas vivem uma eterna superação - disse Vanessa, presidente da federação e treinadora.
Quando resolveu trazer campeonatos de pole dance para o Brasil, a presidente da federação criou um código de regras, onde os movimentos são divididos por graus de dificuldade. São esses níveis que dividem uma atleta amador de uma profissional.
- Criar o código de regras foi decisivo para normatizar o pole. Se querem que se torne um esporte, tem que ter regras, não pode ser subjetivo. Estamos querendo unificar agora. Quando a atleta for abrir o código, ela vai ver os movimentos que consegue fazer. Com isso, ela define se é amadora ou profissional.
No "Força Bruta", também haverá a ''Etapa Brasil'', onde 30 atletas de de seis estados do país estão inscritas. As três melhores profissionais e as três melhores amadoras vão ganhar vaga na competição das Américas. Além das brasileiras, o torneio conta com americanas, argentinas, canadenses, mexicanas e venezuelanas.







Carrasco do Real, Lewandowski diz que foco está em chegar à decisão


Dono de atuação perfeita, camisa 9 diz que time foi muito bem no segundo tempo. Polonês, no entanto, cobra atenção no duelo na Espanha.




Os torcedores do Borussia Dortmund foram para os seus lares com a sensação de êxtase depois da goleada sobre o Real Madrid, por 4 a 1, nesta quarta-feira, no Signal Iduna Park, no primeiro jogo da semifinal da Liga dos Campeões. E um nome em especial tem participação efetiva neste panorama. Dono de atuação perfeita, Robert Lewandowski marcou quatro vezes e deixou os alemães perto da classificação para decisão, no dia 25 de maio, em Wembley.

- Estou feliz pelos quatro gols que marquei, mas claro que o objetivo é chegar à final, é isso o que conta. O Real jogou bem na primeira parte, mas controlamos as ações no segundo tempo - disse o camisa 9 que chegou aos 11 gols na competição continental.

Com os gols, Lewandowski marcou o seu nome na Champions League. Essa foi a primeira vez na história das competições europeias que um jogador faz quatro gols numa semifinal. Por conta das boas atuações, o polonês pode fazer o mesmo caminho de Mario Götze e jogar no arquirrival Bayern de Munique na próxima temporada. Os bávaros já manifestaram interesse no artilheiro.
Um dos destaques do setor de meio-campo do Borussia, o volante Gündoğan, destacou a atuação da equipe dentro dos seus domínios. Para ele, o placar premiou o melhor em campo.
- Foi uma noite fantástica para nós, que teria sido perfeita se não tivéssemos sofrido nenhum gol. No entanto, é complicado conseguir um resultado melhor que este ante uma equipe como o Real. Fizemos um grande jogo do início até ao fim e merecemos ganhar por esta diferença.

O time de Jürgen klopp tem situação confortável para sequência da série. O Borussia Dortmund pode sair de campo com empate e derrota por até dois gols no jogo da Espanha que avança à decisão. As equipes voltam a se enfrentar na próxima terça-feira, no Santiago Bernabéu.


BOTA AUMENTA INVENCIBILIDADE, VENCE O SOBRADINHO E GARANTE CLASSIFICAÇÃO

Alvinegro faz 2 a 0 no Raulino, com gols de Rafael Marques e Fellype Gabriel, e agora aguarda o vencedor do confronto entre Fast e CRB.

Aumentar sua invencibilidade para 12 jogos não seria suficiente para o Botafogo garantir a vaga para a segunda fase da Copa do Brasil nesta quarta-feira, diante do Sobradinho. Após empatar por 0 a 0 no jogo de ida, o Alvinegro precisava vencer no Raulino de Oliveira para não depender de cobrança de pênaltis em caso de novo empate sem gols. A tarefa foi cumprida sem grandes problemas. Com boa atuação de Fellype Gabriel, a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira superou o time do Distrito Federal por 2 a 0 e garantiu a classificação - agora, espera por CRB ou Fast, que se enfrentam nesta quinta (a partida de ida terminou 1 a 1).
Os gols foram marcados por Rafael Marques e Fellype Gabriel. A missão foi facilitada por duas expulsões do Sobradinho na etapa final, uma delas por uma confusão entre os companheiros de equipe Allyson e Hildo, quando o placar marcava 1 a 0. Mandado para o vestiário antes do apito final por tentar dar um chute no colega, Allyson tentou se explicar na saída de campo.
- Não entendi o porquê. O companheiro da minha equipe acabou discutindo comigo uma situação que a gente errou ali atrás. Ele falou que eu agredi o companheiro, mas não cheguei nem a relar nele - disse.
O Botafogo agora se prepara a semifinal da Taça Rio, às 18h30m de sábado, contra o Resende, novamente no Raulino. A partida desta quarta teve 1.640 pagantes (2.895 presentes), com uma renda de R$ 32.900.

Felipão se irrita com pergunta e abandona coletiva sem responder


O técnico Luiz Felipe Scolari pode não ter gostado do empate em 2 a 2 com o Chile, na noite desta quarta, no Mineirão, mas o que irritou o treinador da Seleção não foi a atuação do Brasil. Felipão perdeu a paciência na entrevista coletiva, após o jogo, com uma pergunta sobre um possível pedido de demissão em caso de insucesso na Copa das Confederações. Indignado, ele considerou o questionamento uma piada e deixou o local sem responder a questão levantada pelo repórter.
- Felipão: a gente sabe que a CBF te garantiu até a Copa do Mundo, mas a gente vê que o Brasil ainda não se encontrou (...). Caso a Seleção não consiga fazer uma boa Copa das Confederações (...) você pensa, pela sua personalidade, em chegar e entregar o cargo e ver que talvez você não tenha clima, não conquiste a confiança do torcedor?
Antes mesmo que o repórter pudesse concluir, o treinador mostrou insatisfação com o questionamento e foi sucinto:
- Sem resposta. É piada!
No mesmo instante, Felipão se levantou e deixou a entrevista coletiva, o assessor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, ainda tentou minimizar.
- Eu queria outra pergunta para terminar melhor. Tem não, né. Tá bom - disse.

VAIADO, BRASIL EMPATA COM O CHILE E OUVE 'OLÉ' DA TORCIDA NO NOVO MINEIRÃO

Neymar faz gol, mas é chamado mais uma vez de pipoqueiro. Estádio também tem problemas a serem resolvidos.

No último teste antes da divulgação da lista final para a Copa das Confederações, a seleção brasileira patinou. Nesta quarta-feira, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari empatou com o Chile por 2 a 2, em Belo Horizonte, no primeiro contato com o torcedor brasileiro em uma arena de Copa do Mundo. O time canarinho mostrou que precisa de muitos ajustes, ouviu gritos de 'olé' quando os rivais estavam com a bola, e vaias. Muitas vaias.
O Mineirão, apesar do saldo positivo, também precisa melhorar para o torneio, que será disputado no Brasil entre 15 e 30 de junho, e para a competição de 2014. Não foram poucos os problemas apresentados no evento-teste.
Se em campo o time de Felipão pecou nos erros de passes e nas falhas de posicionamento, o Mineirão apresentou problemas já na chegada do torcedor. A dificuldade para vencer o engarrafamento foi grande. Com muitas ruas próximas à arena interditadas, o mineiro precisou ter paciência para se deslocar até o estádio ou para casa. Tudo numa quarta-feira de trabalho.
O acesso ao estádio estava bem tranquilo até minutos antes do pontapé inicial. Filas se formaram nas entradas da arena e os portões foram abertos para facilitar o escoamento. O problema é que muitos torcedores entraram por setores distintos aos dos ingressos adquiridos, provocando tumulto em muitas áreas do estádio.
De um lado o Mineirão foi testado nos padrões Fifa. Do outro, a Seleção diante de seu torcedor, que apresentou características distintas a cada momento da partida com vaias e aplausos para os jogadores de Cruzeiro e Atlético-MG (Dedé, Réver, Ronaldinho e Marcos Rocha). Certo mesmo é que a convocação final de Felipão para a Copa das Confederações acontecerá no dia 14 de maio. A equipe iniciará a preparação para o torneio no dia 27, no Rio de Janeiro.
Antes da partida começar, a paixão das torcidas de Atlético-MG e Cruzeiro já falava mais alto no Mineirão. Na escalação dos jogadores, gritos para Dedé, da Raposa, e Réver, Ronaldinho Gaúcho e Marcos Rocha, do Galo. Todos tiveram tratamento diferenciado, mas Réver e R10 foram os mais exaltados e vaiados pelos cruzeirenses.
No hino nacional, outra curiosidade. Os celestes cantaram com mais entusiasmo o trecho “a imagem do cruzeiro resplandesce”. A briga pelos gritos nas arquibancadas também foi um espetáculo à parte no Mineirão. Quando cruzeirenses entoavam seus cânticos, os atleticanos vaiavam, e vice-versa. Fruto da enorme rivalidade em Belo Horizonte.